Friday, September 15, 2006

Obrigado

Edinburgh Fringe seems an eternity away. But special nothing still so present. It was special and definitely not nothing. Good news yesterday. Aurora Nova received the check with the generous grant that we received from the Gulbenkian Foundation UK. So through this blog I want to specially thank the foundation again. Obrigado Miguel Santos, Obrigado Portuguese Ministry of Culture , the Gulbenkian Foudation PT, Instituto des Artes, O Espaço do Tempo. Obrigado Anton & Miguel, Obrigado Marta and João Leonardo. Obrigado Tine. Obrigado to all of you (711 viewings till now) who followed or are reading up on our Edinburgh adventure on this blog.
And finally, Obrigado João for making this fantastic piece of work.

Now we pass in to a next stage. The Burg(h)er King Lear one. No, this has nothing to do with hamburgers or globalisation or fast food. Or does it ? Answers in November.

Thursday, August 31, 2006

Entrevista capítulo três

fotos da festa














o miguel a preparar-se para a festa

Já cheguei a Lisboa

depois de aqui chegar foi fantastico sentir este calor e a pequena recepçao que nos fizeram. saiu ontem no publico um artigo sobre o nosso trabalho que muita gente leu e quis enviar me os parabens. soube bem. on«brigado a todos os que estão connosco, e que nos ajudaram. obrigado especial ao Miguel Santos da Gulbenkian UK que nos deu um apoio fantástico e que nos foi ver a Edimburgo também.

deixo aqui a terceira parte das minhas respostas à entrevista do publico.
os ultimos dias forma muito rápidos e o tempo piorou por lá. fez frio e choveu com frequencia. no ultimo dia fizemos uma festa com todos os que participaram no festival o Aurora Nova e foi muito bem o ambiente que se viveu para terminar aqueles dias. deixo aqui algumas fotos.

ainda volto aqui mais uns dias para acabar de contar algumas coisas e deixar mais uns agradecimentos.

João Garcia Miguel em lisboa, com muito calor. ufa.



Como é que insere este espectáculo no contexto do festival?

O festival não tem um contexto por assim dizer; pelo menos um contexto único: tem peças de alunos, tem um imenso número de peças de stand up comedy que é sem dúvida o género mais forte e que é mais procurado aqui, tem uma tradição enorme de aqui serem apresentadas peças de uma grande qualidade que depois entram nos circuitos institucionais; tem peças de entretenimento de todo o tipo que se consiga imaginar, desde circo, artes marciais, musicais, teatro de texto, teatro físico, alguma dança, espectáculos de terror, religiosos, etc. Nesse aspecto é uma grande salganhada, mas é também uma enorme homenagem ao espectáculo, é um pouco o Hollywood do teatro salvaguardadas as devidas distâncias, mas sente-se uma imensa dose de respeito e de carinho por uma forma de expressão artística, na qual se envolvem uma cidade inteira e artistas e promotores, público e curiosos vindos de todos os lados do planeta. É nesse aspecto como caminhar diariamente dentro de uma imensa multidão de pessoas mascaradas, que nos abordam na rua para ir ver o seu espectáculo, que andam vestidas de todas as formas mais inusitadas que nos possamos lembrar, num ambiente de festa permanente, que para nós se torna exaustivo e muito desgastante por vezes; nesse aspecto o meu espectáculo insere-se numa tradição do Fringe de apresentar espectáculos que têm uma dose de provocação e de ambição artística, que tem vindo a perder algum terreno e espaço, pelo crescente peso económico que aqui vir significa para os artistas que são os que mais investem e que mais arriscam; é comum dizer-se que nenhum artista ou grupo sai daqui com mais de dez a quinze por cento daquilo que investiu, para se ter uma noção do peso e da dificuldade que é aqui estar; mas existe ainda um espírito do fringe que é esse do risco e de mostrar espectáculos que sejam pequenas obras de arte, as quais toda a gente deseja encontrar e poder dizer aos outros que também ele lá esteve e viu; os riscos que aqui viemos correr foram esses: ou passamos de todo despercebidos ou conseguimos abrir algumas portas para que a vinda aqui seja compensadora; há nesse sentido uma grande dose de sonho e de ambição que são comuns a quase todos os espectáculos que aqui estão; por isso as críticas são tão importantes e tanta gente as faz, inclusive os espectadores; influenciar os outros é o desejo de todos, estar onde mais ninguém ainda esteve e conseguir descobrir o melhor ou uma grande obra é o apanágio deste festival; nós estamos nesse lado, na fronteira dos que arriscam, e por isso o convite do Aurora Nova, o local onde estamos foi crucial para aceitar este ano correr esse risco; é pelo facto de estarmos num dos Venues mais interessantes e com maior dose de espectáculos de uma cariz artístico e experimental, que devemos parte do nosso sucesso em termos de visibilidade exterior; estamos entre grupos de teatro e dança oriundos da Alemanha, França, Irlanda, Inglaterra, Rússia, Itália, republica Checa, Noruega e Portugal: uma enorme diversidade em termos de oferta e de géneros que atrai um público muito específico e muito especializado também; estamos num meio onde o risco e a expressão artística são altamente valorizados.

Sunday, August 27, 2006

More Reviews

More Reviews
Edfringe.com : official site of the edinburgh festival fringe
http://www.edfringe.com/reviews/read.html?id=SPECI


Additional downloads & links
Full press release
http://www.campai.be/specials/PRESS_RELEASE_SPECIAL_NOTHING.pdf

Complete dossier Special Nothing
http://www.campai.be/dossier/Special_Nothing.pdf

View online demo video
http://www.campai.be/ESPECIAL_%20NADA_DEMO.mov

UK REVIEWS:

THE STAGE

THE LIST ****

"Plentiful laughs"

"THE HERALD *****

"Special Nothing is quite simply a fabulous blast. A blast from the talismanic past, too, with Anton Skrzypiciel nesting is head inside Andy Warhol’s freak wig and inside his restless, scatter-gun thoughts and behavioural tics…Special Nothing – outstanding in every way.

Saturday, August 26, 2006

bye bye Tine





Yesterday Tine left back to Frankfurt and as I am writing this, she is already on her stilts amazing hundreds of people at a special event atthe Frankfurt harbor. Thanks for all your work here Tine. I miss you.

Friday, August 25, 2006

Entrevista capítulo dois

foto de desenho de marylin com foto dela no fundo para video de Special Nothing

foto de ensaio em edimburgo
foto de ensaio de Burger King Lear em Montemor-o-Novo












e foto da rapariga a tocar instrumentos estranhos numa destas noites















já deixei de contar os dias que faltam para regressar a casa. montar e fazer 22 espectaculos em 25 dias é coisa nova para mim, principalmente tão longe de casa. no inicio a coisa foi mesmo dura e contava cada dia que passava. agora essa sensação desapareceu e até gostava de desacelerar o tempo, pois sinto que estes ultimos dias escorregam por nós como luz que nos toca mas que não conseguimos agarrar. sinto que todos estamos a desejar regressar mas ficam aqui alguns bons momentos. e deixar um lugar para ir para outro lugar tem sempre um pouco de partida, mesmo que seja um regresso a casa.

hoje tive um convite para participar numa exposição em novembro próximo numa galeria aqui em edimburgo. fiquei contente. muito contente mesmo pois o reconhecimento, ainda que pequeno do nosso trabalho é sempre uma força para continuar. senti o desejo imediato de ir fazer coisas, de ir pintar ou escrever.

tivemos um espectaculo brilhante e de dia para dia as coisas estão a correr melhor. o publico aplaude com gozo no final. são muito tocantes as pequenas conversas e opiniões que trocamos com alguns espectadores a seguir a cada apresentação. cada dia nos dizem coisas diferentes e aprendo a ver o espectáculo sobre um novo prisma. estar aqui tem sido para mim uma aprendizagem e o manter vivo a minha ambição como criador, separando-me das pequenas misérias que todos temos, dando ao meu trabalho uma outra vertigem, uma outra nova dimensão. gostava na realidade de ter tido casas cheias, mas isso está um pouco fora de controle, mas temos cada dia mais um pouco de publico, que sabe o que vem ver, vem porque alguém lhe falou no espectáculo, e vem com um sentido crítico muito vivo.

hoje tivemos os primeiros dois portugueses, a ver a peça, mãe e filho, dois madeirenses, ele está cá a trabalhar faz já um ano, ela veio visitá-lo nas férias; foi comovente, pois vieram ver-me porque uma minha aluna das Caldas da Rainha, da ESAD, a Cátia lhes disse que estávamos aqui; trouxeram um DVD onde o filme Um Tiro no Escuro e pediram-me a mim e ao miguel que o autografassemos. foi um momento particularmente doce que vou recordar.

como prometido aqui vou deixar a segunda pergunta, que a jornalista Joana Gorjão Henriques me fez e que penso vai servir de base a uma entrevista no publico. se alguém vir essa entrevista entretanto guarde me o jornal se faz favor, pois aqui não é possível encontrar O Público; e não tenho acesso à net sobre as notícias que saem pois agora o publico online é pago.

a pergunta da Joana:

Como está a reagir o público?

a minha resposta:

Em Edimburgo neste momento estão a decorrer vários festivais ao mesmo tempo e por isso a quantidade de promotores e de público que aqui acorre é imenso e sem qualquer capacidade de ser explicado sem cá estar. É uma cidade invadida por turistas, em quantidades industriais; no primeiro domingo do Festival foi organizado um dia especial num parque da cidade em se calcula que estiveram duzentas mil pessoas a assistir a espectáculos nessa manha e nessa tarde mais todos os outros que se passavam na cidade. Os públicos que aqui temos são diferentes do público português na sua generalidade. Há muitas pessoas muito bem informadas, mas a maioria procura espectáculos de entretenimento puro; é por isso que a comédia tem um papel tão relevante no Festival; é mesmo juntamente como a música o tipo de espectáculo que mais público tem; nós estamos num espaço que nos últimos seis anos tem procurado marcar uma certa diferença e aposta claramente naquilo que se chama o teatro físico, ou a dança teatro, espectáculos de um cariz mais artístico e mais inusual em termos de Festival diga-se; há quem diga mesmo que o Fringe se tornou de tal modo mainstream que existe a necessidade de voltar a existir um Fringe do Fringe para voltar a existir um festival de carácter experimental e artístico como foi a marca de qualidade que o Fringe teve em tempos; agora é um grande negócio e uma grande montra para o mundo inteiro do espectáculo; a quantidade de jornalistas e de promotores que sonham aqui encontrar uma pérola, um espectáculo inesquecível feito pelo grupo mais desconhecido e no sítio mais improvável é imensa; todos os dias temos novos jornalistas e novos promotores, vindos sabe-se lá de onde; alguns apresentam-se outros não; mas é uma sensação indescritível estar a ser observado e julgado ao mesmo tempo com uma ferocidade a que não estamos habituados, com uma frontalidade e uma ginástica muito desenvolvida em termos de crítica e de análise do que aqui se faz e se apresenta; estas qualidades estendem-se ao público que aplaude e que sai das salas coma maior arrogância e desenvoltura a que não estamos habituados em Portugal; há jornalistas, promotores, publico que vêem quatro, cinco, seis ou sete espectáculos por dia; o seu grau de exigência torna-se enorme e de grande crueza para com os artistas; nós nesse aspecto temos tido sorte, muita sorte mesmo posso dizer; não temos tido o público que desejávamos, pelo menos em quantidade, e isso é importante, pois a bilheteira é o único meio de cobrir parte das enormes despesas que os grupos têm, mas temos tido um número crescente de espectadores, que pensamos vêm atraídos pela onda de boca à boca que se tem criado pela qualidade do espectáculo que aqui estamos a apresentar. A qualidade do espectáculo tem vindo a aumentar de dia para dia, pois os dois actores que aqui estão comigo, são sem dúvida dos melhores com quem tenho trabalhado: tanto o Anton Skrypiciel, como o Miguel Borges têm vindo a criar uma cumplicidade, que com o número de espectáculos que temos feito, tem vindo a ser o ponto forte da nossa apresentação aqui. Isto aliado aos ensaios que estamos a fazer da nova peça sobre o Rei Lear, tem vindo a dar-lhes uma profundidade, que acho ser aí que reside a fantástica reacção que estamos a ter aos nossos espectáculos; começámos quase invisíveis é certo e foi mesmo desesperante o inicio, não podemos ainda dar-nos por satisfeitos mas os últimos espectáculos têm tido um número crescente de espectadores e um numero crescente de aplausos e de menções entusiásticas no final; o número de convites e de contactos para outros espectáculos assim o parece querer confirmar; esperemos pala última semana, para ver o que nos espera.

Um abraço para Portugal

João Garcia Miguel

Thursday, August 24, 2006

Comentarios








Algumas imagens da cidade que tenho captado nos ultimos dias. tenho andado por vezes às voltas pelas ruas daqui e tirado umas imagens do aqui se passa. é muito diversa e cheia de coisas surpreendentes a cidade. nem parece que estamos em inglaterra. no outro dia a passear à noite de volta para casa ouvi uma rapariga a tocar um instrumento estranho que nunca tinha visto. um instrumento redondo em metal que parecia uma enorme panela antiga. mas estava afinada e tinha um som ao mesmo tempo de tamber e harpa celta, que deixava nas pessoas que passava um ambiente de calor intenso. foi muito curioso, pois estava frio nessa noite e arapariga que estava a tocar estava num lugar um pouco inabitual para tocar musica aquela hora, no sopé de uma enorme escadaria, mas a pouco e pouco foram-se juntando ali pessoas a ouvir aqueles sons e todos ficavamos intrigados com a intensidade daquelas notas em corropio que a rapariga percutia. por vezes passavam pessoas, casais na maior parte das vezes, que pareciam desinteressados da musica que era mais tribal, mais ritmica; mas quando ela tocava nas notas mais agudas e mais celtas, era vê-los parar e recuar um pouco para ficar a ouvi-la; estive alguns largoos minutos ali pendurado e quando deixei o local estava estranhamente feliz e mesmo sereno; foi um efeito estranho e quase sobrenatural de uma musica que me era ao mesmo tempo familiar e desconhecida, antiga e muito futurista;

num outro passseio noturno que fiz de regresso do teatro para cas, dei de caras com muitas coelhinhas pela cidade espalhadas; aqui em inglaterra estamos sempre rodeados de animais e por vezes eles invadem mesmo o centro da cidade; segue uma foto de algumas dessas coelhinhas;


uma das coisas que me parece estranho é a falta de comentarios que temos no blog, parece que ninguem tem nada para nos responder e assim fica uma espécie de estar a falar sozinho; era importante sentri que aquilo que vos escrevemos chega ou não chega a vocês; porque é melhor que nos digam qualquer coisa mesmo que seja mal do que não dizerem nada de todo; afinal é por isso que as tecnologias da comunicação existem, porque senão transfromam-se nas tecnologias da incomunicação;

a cidade de edinburgo tem qualquer coisa de encantador, de muito especial que a distingue das outras cidades que conheço em Inglaterra; é mais parecida mesmo com algumas outras imagens que guardo de cidades europeias, misturando um pouco de medieval com moderno; não é uma cidade grande nam muito pequena o que lhe dáuma qualidade de vida para os seus habitantes extraordinaria; é uma cidade rodeada de pequenas montanhas e mar, o que lhe dá uma caracter muito particular; um pouco ventosa e com um tempo sempre instavel, nunca se sabendo com o que contar; aqui têm mesmo uma anedocta sobre o tempo que diz mais ou menos que se está mau tempo espera vinte minutos que já passa; e é um pouco verdade pois ao longo do dia passa-se por momentos de calor, de frio, de vento, de chuva e novamente de calor;

Entrevista capítulo um




a Joana Gorjão Henriques, jornalista do publico escreveu-me a pedir para dar uma entrevista escrita ante ontem, que deve ser publicada no jornal O Publico num destes dias. como parte do texto vai ser cortado e tem um outro enquadramento, vou deixar aqui no nosso blog a transcrição das três perguntas que ela me fez. mas como são extensas as minhas respostas vou fazê-lo em três capitulos.

assim segue a primeira pergunta e a primeira resposta. vou acrescentar fotos de projecções video que temos feito à porta do Aurora Nova para atrair mais publico ao nosso espectáculo. temos tido mais espectadores nestes ultimos dias e um numero crescente de promotores de muitas origens diferentes. estamos a crescer em todas as dimensões. e já vendemos o espectáculo para um festival na alemanha em março de 2007. outros acordos se aguardam entretanto.

A primeira pergunta da Jornalista João Gorjão Henriques:
Como está a ser a experiência de apresentar uma peça no festival de Edimburgo? (é a primeira vez?)

A minha resposta:
Sim é a primeira vez que participo no festival Fringe de Edimburgo. Já cá tinha estado como espectador, mas como artista é a primeiríssima vez. A experiencia é muito complexa de se descrever, pois passa por diferentes estados e por distintos acontecimentos que a tornam extrema. No começo foi com preocupação e com alguma lentidão que nos fomos habituando à ideia de que estávamos no maior festival da Europa e talvez do mundo, pelo menos no que diz respeito ao número de espectáculos apresentados. A peça já não era apresentada desde Outubro do ano passado e por termos apenas umas horas de montagem foi tudo muito instável no começo. Mas na verdade as coisas estão feitas aqui para se contar com esse primeiro embate. Na verdade começámos a apresentação de espectáculos dois dias antes de o Festival oficialmente começar. Assim tivemos tempo de nos enquadrar na enorme pressão que é aqui estar a fazer espectáculos numa mesma sala com mais doze companhias. Ou seja são duas salas e seis espectáculos numa delas e sete na outra. Cada espectáculo tem direito a duas horas de ocupação da sala diariamente e nesse espaço de tempo tem de montar espectáculo, fazê-lo e depois desmontar para a próxima companhia apresentar o seu sem nenhuma falha. Nos primeiros dias até a máquina estar oleada é de loucos como se pode facilmente calcular. Foi um enorme sobressalto em que os choques emocionais e o cansaço se manifestaram por vezes. Mas depois tudo acalmou e lá começou a batalha para a divulgação do nosso espectáculo entre cerca de mais de oitocentos espectáculos diários que estão a acontecer aqui. Aí revelamos alguma inadaptação e falta de conhecimento de algumas regras do jogo, conjugado com o desconhecimento do meu trabalho por aqui, levou a que tivéssemos uma primeira semana com pouco público. Aqui convém dizer que as condições que temos comparado com a maioria das outras companhias são muito desfavoráveis para nós. Isto aliado à falta de tradição e de conhecimento da arte portuguesa por aqui, levam a olhar o nosso trabalho com alguma relutância, misturado com ignorância também sem dúvida. Mas lentamente, nesta terceira semana que se passou as coisas têm começado a correr melhor. É preciso realçar que a aposta que aqui estamos a fazer tem várias componentes e uma delas é a divulgação do meu trabalho no estrangeiro: nesse aspecto as coisas estão a correr o melhor possível que podíamos ter imaginado; estamos neste momento em conversações com três locais em Inglaterra para apresentar o espectáculo, temos um convite para Bona na Alemanha em Março do próximo ano, temos um convite para ir ao Brasil, temos um convite para ir à Coreia, não apenas para um espectáculo, mas também para apresentar parte do meu trabalho como artista plástico, nomeadamente uma serie de vídeos, tenho um convite para trabalhar com um outro artista coreano, estou a apresentar o meu trabalho a duas galerias daqui; por certo alguns destes contactos não se confirmarão mas outros devem aparecer e nesse aspecto juntamente com as excelentes críticas que temos tido estou a sentir que tem sido preciosa a vinda aqui.

um abraço para portugal

João Garcia Miguel

Wednesday, August 23, 2006

Funny Faces




The controversy lover

What can we do that has not been done before. No really tell me.... what can we do that has not been done before... No really if you have any ideas please tell me..... Wednesday today but it feels like Monday and Friday in one. The tiredness of the 2 and a 1/2 weeks of festival well installed within me. The show is controversial. I have people coming up to me telling it was super, really fantastic. Others, which I gave a flyer just before the show, avoid me; their facial expressions speaking all the words that are engraved in their thoughts. Good thing is that we are getting quite a few promoters to see the show. Nevertheless they almost all have to rush out straight after the show to see another one. No time to talk, no time to reflect. Just fast consumption of a LOT of art.

Went to see Bruno Beltrão yesterday. What a performance. It was definitely one of the best shows I've seen this year. But when I expressed that to some people after the show they could only say: really??? I feel that if here in Edinburgh a performance is not easy and plastic and if it requires a bit of reflection then it becomes problematic. Well, not for all, but at least for many. Another controversial show. Bienvenue au club.

Yesterday also my statement: it’s a (promo) war out there almost literally became reality. While Tine and I were putting up some of our home made posters some guys just came and ripped it of the wall and out of my hands. Not sure what would have happened if Tine would not have been there. In any case, the frustration this incident left within me kind of ruined my day. Revenge will be sweet. Maybe pointless, childless and stupid but at least good for the self-esteem. Watch out for the SPECIAL NOTHING wall you m*th*rF*k*rs. (sorry… but this one really got to me)